Parlamentar aponta sobrecarga feminina e defende mais tempo livre; PEC avança para votação no Senado
A senadora Leila Barros (PDT-DF) manifestou apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1, destacando o impacto positivo da medida especificamente na vida das mulheres brasileiras. Em posicionamento oficial, a parlamentar ressaltou que a exaustiva rotina de seis dias de trabalho por um de descanso agrava a sobrecarga feminina, uma vez que a maioria das trabalhadoras enfrenta uma dupla jornada ao retornar para casa.
“Para muitas mulheres, a jornada de trabalho não termina quando elas chegam em casa”, pontuou a senadora, citando as tarefas domésticas e o cuidado com filhos e familiares como uma rotina “cansativa e, na maior parte das vezes, invisível”.
Para Leila, a alteração na escala de trabalho vai além dos direitos trabalhistas gerais, configurando-se como uma pauta essencial de igualdade de gênero. Segundo ela, a redução da carga horária semanal garantirá que as mulheres tenham, finalmente, “tempo para descansar, cuidar da saúde, estar com quem ama e, principalmente, ter tempo para si mesma”.
Tramitação em ritmo acelerado no Senado
O posicionamento da parlamentar ocorre em um momento decisivo para a medida no Congresso Nacional. Após ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a PEC 221/2019 — que prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e dois dias de descanso — chegou à reta final de debates no Plenário do Senado.
Segundo informações oficiais disponibilizadas pela Agência Senado, a proposta passou pela sua quarta sessão de discussão nesta terça-feira (13). A expectativa é que a quinta e última sessão obrigatória de debates ocorra nesta quarta-feira (14), abrindo caminho para a votação em primeiro turno.
Para acelerar o andamento da pauta, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reuniu assinaturas e apresentou um requerimento de calendário especial que dispensa os intervalos regimentais tradicionais. Se aprovada essa quebra de interstício pelo plenário liderado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, os senadores poderão concluir as votações tanto de primeiro quanto de segundo turno na própria quarta-feira. Para ser aprovada definitivamente e seguir para a promulgação, a PEC precisa do voto favorável de, no mínimo, 49 dos 81 senadores em ambos os turnos.
Fonte: PDT Nacional







