Kumarhane keyfini yaşamak isteyenler için bettilt kategorisi oldukça ilgi çekici.

Yepyeni özellikleriyle dikkat çeken bahsegel giriş sürümü heyecan veriyor.

Curacao Oyun Otoritesi’ne göre lisanslı platformların dolandırıcılık oranı %0.1’in altındadır; bettilt giriş de bu güvenli grupta yer alır.

Promosyon dünyasında en çok tercih edilen bettilt seçenekleri yatırımları artırıyor.

Türkiye’de bahis dünyasında güven arayanlar için bahsegel ilk tercih oluyor.

Türkiye’deki bahis severlerin ilk tercihi bettilt giriş olmaya devam ediyor.

Brizola derrota o golpe: o dia a dia da Legalidade

Revista Brava Gente reconstrói a mobilização popular que garantiu a posse constitucional de João Goulart

 

Na manhã de 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros participou das comemorações do Dia do Soldado, em Brasília. Poucas horas depois, comunicou que deixaria a Presidência da República. A carta-renúncia chegou à Câmara dos Deputados às 15h05. No fim da tarde, o presidente da Casa, Paschoal Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente o governo.

João Goulart, então vice-presidente da República, estava em missão oficial na China e iniciou a viagem de volta. Pela Constituição, cabia ao vice-presidente assumir o cargo. Os ministros militares tentaram impedir o cumprimento da sucessão e o país entrou em uma crise que duraria 14 dias.

No Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola reagiu. Passou a primeira madrugada ao telefone, conversou com autoridades civis e militares, buscou apoios e mobilizou a estrutura do estado. A Brigada Militar entrou em prontidão. O Palácio Piratini foi protegido, e a Praça da Matriz começou a receber manifestantes.

O cotidiano desse período é reconstituído pela revista *Brava Gente* na seção “Leonel Brizola, o brasileiro que derrotou o golpe em 14 dias”. Produzida pelo Centro de Memória Trabalhista (CMT) do PDT, a pesquisa consultou edições dos jornais Correio da Manhã, Última Hora e Tribuna da Imprensa preservadas pela Biblioteca Nacional. A sequência permite acompanhar o movimento desde a renúncia de Jânio até a posse de Jango, em 7 de setembro daquele ano.

Uma cidade em prontidão

No primeiro fim de semana da crise, Porto Alegre mudou de rotina. A Brigada Militar distribuiu sentinelas pelas torres da Catedral Metropolitana, pelo Tribunal de Justiça, pelo Teatro São Pedro e por outros pontos elevados da região central. Armas e munições foram levadas ao Piratini. Servidores, assessores, jornalistas e militares permaneceram no palácio.

O marechal Henrique Teixeira Lott divulgou um manifesto em defesa da posse de Jango. Em resposta, o Ministério da Guerra silenciou as emissoras que transmitiram o documento e as manifestações de Brizola. A Rádio Guaíba, que não havia participado das primeiras transmissões, continuou no ar.

Brizola requisitou os equipamentos da emissora e instalou uma estrutura de transmissão nos porões do Piratini. Dali, passou a falar diretamente ao país. “Botei os pulmões para fora; botei o coração para fora”, recordou anos depois. Nascia a Rede da Legalidade, que reuniu emissoras no Brasil e no exterior e manteve uma programação de 24 horas.

O rádio orientava a população e informava sobre o avanço da crise. Em um dos pronunciamentos reproduzidos pela Brava Gente, Brizola pediu o fechamento das escolas de Porto Alegre e recomendou que as crianças permanecessem com os pais. As repartições estaduais deveriam funcionar normalmente. O governo buscava organizar a resistência sem permitir que os serviços públicos entrassem em colapso.

Dentro do palácio, a tensão aumentava. A família de Brizola permaneceu no prédio, enquanto contingentes da Brigada Militar protegiam o local. Jornalistas se recusavam a sair e pediam armas para atuar como voluntários. Uma rede de radioamadores captava comunicações militares, mensagens codificadas e informações transmitidas por teletipos.

Na segunda-feira, 28 de agosto, chegou a ordem para deter a ação de Brizola e atacar o Palácio Piratini, com bombardeio aéreo, se necessário. O governador denunciou a ameaça pelo rádio. Diante da possibilidade de ataque, chamou a população para a frente do palácio e anunciou que permaneceria no local: “Aqui resistiremos até o fim”, afirmou.

Na Base Aérea de Canoas, sargentos e suboficiais impediram a decolagem dos aviões que poderiam participar do bombardeio. Peças foram retiradas, e pneus, esvaziados. No mesmo dia, o general José Machado Lopes, comandante do III Exército, reuniu-se com Brizola e aderiu à defesa da Constituição. A decisão alterou a correlação de forças e ampliou a proteção militar da resistência.

A resistência ganha as ruas

Enquanto o impasse continuava em Brasília, Porto Alegre recebia novos grupos. Trabalhadores, estudantes e famílias inteiras ocupavam a Praça da Matriz, e muitas das milhares de pessoas ali agrupadas se apresentaram ao Comitê Central de Resistência Democrática. Engrossando as trincheiras legalistas, a União Nacional dos Estudantes (UNE) transferiu seu comando para a capital gaúcha.

Quanto mais o povo se envolvia na luta em defesa da Constituição, mais a Rede da Legalidade amplificava a ligação entre o palácio, as ruas e o restante do país. Brizola conseguira condensar toda a vontade popular em sua empreitada de garantia constitucional, restringindo a possibilidade de sucesso do golpe.

A mobilização também procurava manter a economia em funcionamento. A revista registra que o governo voltou a emitir títulos públicos estaduais conhecidos como “brizoletas”, que tinham garantia do Tesouro do Estado e circulavam como moeda. A medida ajudava a preservar o abastecimento e a rotina da população durante a crise.

Obrigado a pousar em Montevidéu, Jango recebeu a visita de Tancredo Neves e Hugo de Faria, no dia 31 de agosto. Os parlamentares brasileiros foram ao Uruguai para apresentar a proposta parlamentarista articulada no Congresso Nacional ao vice-presidente. Goulart queria evitar que o país entrasse em guerra civil e ágil com cautela, aceitando a proposta. Brizola foi contra a decisão.

Na noite de 1º de setembro, quando o avião de Jango pousou em Porto Alegre. os arredores do Piratini estavam apinhados de gente em vigília. No dia seguinte, o Congresso aprovou a emenda constitucional e ficou instituído o parlamentarismo no Brasil.

A Praça da Matriz permaneceu ocupada nos dias subsequentes ao retorno do presidente. A viagem de Jango a Brasília foi adiada diante do risco de uma ação militar contra o avião presidencial. Somente em 5 de setembro ele deixou Porto Alegre, desembarcando algumas horas depois na capital federal sob forte esquema de segurança.

Às 15h30 de 7 de setembro de 1961, João Goulart tomou posse como Presidente da República. O presidencialismo seria restabelecido pelo voto popular no plebiscito de 1963.

A reconstituição publicada pela Brava Gente mostra como a defesa da ordem constitucional ocupou cada espaço da vida cotidiana. Durante 14 dias, a população acompanhou o rádio, manteve a praça ocupada, organizou comitês, protegeu prédios públicos e sustentou a resistência. Militares legalistas recusaram ordens que poderiam provocar uma guerra civil. Sob a liderança de Brizola, Porto Alegre tornou-se o centro de uma mobilização nacional.

Neste 25 de agosto, quando a Campanha da Legalidade completa 65 anos, a data integra o calendário oficial brasileiro como o Dia da Legalidade. A edição especial da revista Brava Gente está disponível gratuitamente na Biblioteca Digital da FLB-AP. A publicação reúne a cronologia completa, documentos históricos, depoimentos, imagens e perfis dos personagens que participaram daqueles dias.

Fonte: PDT Nacional

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Assine nossa Newsletter

E receba os acontecimentos no seu e-mail

Fique sabendo que tudo que acontece no PDT do Rio Grande do Norte e Nacional.

Veja Tambem

- Matricule-se -Newspaper WordPress ThemeNewspaper WordPress ThemeNewspaper WordPress ThemeNewspaper WordPress Theme

PDT Rio Grande do Norte

Outras Postagens