Wellington Penalva
08/07/2026
CMT resgata discurso de posse do líder trabalhista no governo do Estado do Rio de Janeiro
O Centro de Memória Trabalhista (CMT) do disponibiliza mais uma edição da série Cartilhas Trabalhistas, desta vez dedicada ao discurso de posse de Roberto Silveira no governo do Estado do Rio de Janeiro, pronunciado em 31 de janeiro de 1959.
A publicação resgata um documento importante da história do trabalhismo brasileiro e permite ao leitor entrar em contato direto com a palavra de uma liderança que compreendia a vida pública como missão, responsabilidade e serviço ao povo. No discurso, Roberto Silveira não trata a chegada ao governo como conquista pessoal, mas como compromisso assumido diante dos mais humildes.
Logo no início da fala, ele recorda as ruas, vilas, bairros, morros, praias, montanhas e estradas percorridas durante a campanha eleitoral. Mais do que um gesto de agradecimento, a lembrança revela o sentido político de sua posse: “É para os esquecidos que reservo o meu agradecimento maior”.
Roberto Silveira afirma que subiu “as escadarias do Poder” levado pelo apoio dos humildes e transforma essa origem em orientação para o governo. Ao falar das mulheres em oração, dos enfermos, das crianças sem escola e sem amparo, deixa claro que seu mandato teria lado, o lado dos que dependem da ação pública para viver com dignidade.
A cartilha também destaca a visão administrativa e programática do líder trabalhista. Em sua posse, Roberto Silveira falou sobre dificuldades financeiras, ineficiência da máquina pública, saúde, educação, energia elétrica, proteção à infância, produção agrícola e industrial, sempre relacionando esses desafios ao bem-estar do povo e ao desenvolvimento do Estado.
Em um dos trechos mais fortes do discurso, ele resume a forma como entendia o exercício do poder: “A minha constante preocupação, entretanto, é a de saber como sairei do governo daqui a quatro anos”. Para Roberto Silveira, a verdadeira medida de um governante não estava nos aplausos da posse, mas na consciência tranquila ao final da missão recebida.
Ao publicar esta edição, o CMT preserva mais do que um registro histórico. Recoloca em circulação uma forma de compreender a política baseada na lealdade popular, na honestidade administrativa, na justiça social e na defesa dos interesses nacionais. A cartilha integra o esforço permanente do PDT de manter viva a memória trabalhista e oferecer às novas gerações instrumentos de formação, pesquisa e reflexão.
Fonte: PDT Nacional







