Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Wellington Penalva com informações do Estadão Conteúdo
27/11/2025
Leila Barros cobra instalação da comissão de inquérito e questiona atuação do Banco Central no caso
A senadora Leila Barros (PDT-DF) voltou a cobrar, nesta terça-feira (25), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as operações que levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master. O debate ocorreu durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que recebeu o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Leila destacou que o requerimento para a instalação da CPI já foi apresentado e conclamou colegas a assinarem o documento. A senadora também questionou a atuação do BC no episódio, especialmente após a aprovação, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Durante sua intervenção, ela indagou se o BRB teria sido uma “vítima incompetente” nas negociações ou se houve participação “nessa fraude”.
Galípolo respondeu de forma geral que não poderia detalhar o caso, alegando pontos de sigilo e o fato de a investigação ainda estar em andamento.
A defesa da CPI também foi reforçada por outros parlamentares. O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que assinou o requerimento e avaliou que uma investigação poderá esclarecer as consequências do caso Master. Ele criticou a autonomia do BC e questionou a capacidade de supervisão da instituição ao não detectar, previamente, o crescimento considerado anômalo da instituição financeira.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) classificou o episódio como uma “farra no sistema financeiro” e disse que o Master era uma “tragédia anunciada”. Já Jorge Seif (PL-SC) contestou a demora do regulador em agir, afirmando que a intervenção só ocorreu quando a situação se tornou “irreversível e insustentável”, e comparou o impacto sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Izalci Lucas (PL-SF) relatou que recebeu documentos do BRB indicando tentativas de negociação anteriores para socorrer o Master, apresentadas à época como operações viáveis. Segundo o senador, tornou-se evidente que se tratava de uma “operação com título podre”.
A criação da CPI continuará em discussão no Senado, à espera das assinaturas necessárias para sua instalação.
Fonte: PDT Nacional





