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Frente feminina do PDT avança contra a extrema-direita e troca o assistencialismo frágil por garantias reais

Juliana, Leila, Marília e Angela impulsionam força das mulheres na luta por garantias reais

Muito além da disputa numérica pelas vagas ao Senado e aos governos estaduais, a corrida eleitoral de 2026 coloca em xeque o futuro das políticas públicas de gênero no Brasil. De um lado, as candidaturas majoritárias do PDT – com o protagonismo de Leila do Vôlei no Distrito Federal, a a resistência de Juliana Brizola no Rio Grande do Sul e a liderança de Marília Arraes em Pernambuco – que erguem uma trincheira de projetos focados em direitos práticos, como a Lei do Stalking, a expansão da educação em tempo integral, delegacias da mulher 24h e o fortalecimento de redes de proteção social.

Na vertente do retrocesso, o avanço da extrema-direita personificado por Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Mendonça Filho e o tenente-coronel Luciano Zucco tenta consolidar uma narrativa conservadora tradicional que limita o debate feminino a um papel familiar subordinado. Diante desse embate, o levante feminino pedetista responde com frentes integradas de ação institucional e foco na independência econômica, confrontando de frente a retórica moralista que ameaça as conquistas estruturais e sociais das mulheres.

Para barrar essa ofensiva, as lideranças femininas do PDT, com amplo apoio da Direção Nacional do partido e da Ação da Mulher Trabalhista (AMT), desenham sua estratégia. Ao proporem um cinturão de proteção total às mulheres, Leila, Juliana e Marília defendem que o Estado não deve agir com medidas isoladas, mas sim entregar políticas públicas de ponta a ponta, que unem leis rígidas, plantões policiais especializados e independência financeira no mesmo palanque.

Essa engrenagem de peso substitui o assistencialismo frágil por garantias reais de sobrevivência e emancipação, erguendo uma barreira prática e humana que blinda os direitos das brasileiras contra o desmonte e o retrocesso propagados pela extrema-direita.

Esse protagonismo de topo expande suas fronteiras e ganha reforço central no Sul do país com a ex-deputada Angela Albino, candidata do PDT a vice-governadora de Santa Catarina na chapa de Gelson Merísio (PSB). Indo muito além do papel tradicional e figurativo de apoio em uma campanha de Executivo, Angela assume o protagonismo na formulação de pautas sociais, erradicação da pobreza extrema e direitos humanos. Junto ao trio de ferro trabalhista, sua presença consolida um motor de arrasto nacional que impulsiona e inspira uma nova safra de candidaturas femininas proporcionais por todo o mapa, unidas pela mesma missão de transformar a defesa de gênero em leis efetivas.

🛡 O “Mano a Mano” nos Estados: projetos de Estado vs. Discurso Conservador

O cenário eleitoral expõe o tamanho do abismo ideológico e prático que separa as candidatas do PDT de suas rivais de extrema-direita. A disputa em cada região desenha um retrato fiel da polarização nacional.

🏛️ Distrito Federal: a trincheira legislativa de Leila contra o fundamentalismo moral

No Distrito Federal, onde duas vagas para o Senado estão em disputa, o contraste entre a atuação legislativa concreta e o apelo midiático-conservador é latente. A senadora Leila do Vôlei (PDT) baseia sua campanha no seu histórico de entregas na Casa Alta, onde se destacou como autora da Lei do Stalking e defensora intransigente do fortalecimento orçamentário da Procuradoria Especial da Mulher.

Do outro lado, a extrema-direita tenta monopolizar as vagas com uma dobradinha conservadora baseada em valores tradicionais e de forte apelo evangélico. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) atua como o principal cabo eleitoral moral do país, enquanto a deputada federal Bia Kicis (PL) foca em discursos beligerantes e no combate a pautas identitárias.

Em firme posicionamento contra uma das retóricas mais utilizadas pelas adversárias reacionárias, a de que a legislação atual já seria o bastante para o país, Lei ressalta a urgência de manter os direitos das mulheres blindados de forma perene pela máquina estatal.

“Tem candidata que diz que o Brasil já tem lei demais para proteger mulheres. Já eu trabalho para defender cada vez mais as mulheres. Sou autora da Lei do Stalking, que tornou crime perseguir mulher, e não basta apenas votar em uma mulher; é preciso eleger mulheres que lutam politicamente e garantam recursos de verdade pelos direitos das outras mulheres.”

🏔️ Rio Grande do Sul: O legado educacional de Juliana contra o militarismo de Zucco

O embate pelo Palácio Piratini expõe de forma cirúrgica a polarização nacional. A ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) resgata as bandeiras históricas do Trabalhismo para propor um governo centrado no amparo socioeconômico de famílias chefiadas por mulheres, tendo como pilar a implantação de escolas em tempo integral e centros de atenção integral à saúde feminina.

Sua barreira direta rumo ao Executivo gaúcho é o deputado federal Tenente-Coronel Zucco (PL). Respaldado fortemente pela família Bolsonaro, Zucco defende uma agenda pautada no policiamento rígido, escolas cívico-militares e enxugamento de secretarias voltadas a minorias – pautas que movimentos sociais locais apontam como potenciais apagões em políticas protetivas de gênero.

Em suas inserções de campanha e nos debates de televisão rumo ao Palácio Piratini, a pedetista faz o resgate do legado do trabalhismo para defender a escola pública como o principal escudo contra a vulnerabilidade social.

“Escola de tempo integral não é depósito de criança. É escola para formar cidadão e para amparar as mães trabalhadoras. Nós propomos um modelo com quatro refeições por dia, cultura, esporte, acolhimento e formação profissional, pois o povo gaúcho está cansado de briga ideológica e quer propostas de Estado que tragam resultados reais”.

🌾 Pernambuco: A soberania social de Marília diante do conservadorismo tradicional

A corrida pernambucana para o Senado coloca frente a frente duas forças históricas do estado. Marília Arraes lidera o campo progressista costurando propostas voltadas à independência financeira e proteção social de mulheres vulneráveis, como as Delegacias da Mulher 24h e a expansão de creches públicas municipais por meio de repasses federais.

A antítese desse projeto é representada pela candidatura de Mendonça Filho (PL), ex-ministro da Educação que aglutina o eleitorado bolsonarista local. A plataforma conservadora de Mendonça Filho direciona o papel da mulher ao núcleo familiar clássico, priorizando propostas liberais na economia e o alinhamento com pautas de costumes da direita tradicional, distanciando-se do debate de gênero estrutural.

Durante grande ato político com lideranças progressistas em Recife, a candidata ao Senado destacou que a representatividade só se justifica se vier acompanhada de projetos estruturais para a emancipação financeira e o cotidiano das famílias.

“A gente tem que estar ocupando espaço de poder e decisão com ideias, com projeto que defenda de verdade as mulheres. As mulheres precisam, sim, ter um lugar para deixar seus filhos para trabalhar e se qualificar. Mas a gente que é mãe tem que estar tranquila, e o corpo de uma mulher não pode ser tratado como se ela não tivesse voz, vontade e direitos”.

🚀 O efeito multiplicador: a locomotiva das candidaturas proporcionais

Para além das disputas diretas em suas regiões, o peso político de Leila do Vôlei, Marília Arraes, Juliana Brizola e, agora, o avanço de Angela Albino gera um impacto em cadeia que redesenha as táticas partidárias do PDT em todo o Brasil. Ao consolidarem lideranças de ponta competitivas e viáveis, elas funcionam como motores de arrasto que impulsionam um verdadeiro exército de combatentes valiosas nas eleições proporcionais.

Longe de serem apenas coadjuvantes de chapa, as demais candidatas pedetistas que disputam vagas legislativas representam a força intelectual da mulher brasileira. São quadros de altíssimo valor técnico — incluindo cientistas políticas, advogadas, educadoras e especialistas nas mais diversas áreas do saber — munidas de projetos próprios, maduros e profundamente alinhados ao trabalhismo visionário e histórico de Leonel Brizola.
Este levante estratégico se desdobra

Este levante estratégico se desdobra em duas frentes de combate nas urnas:

• Puxadoras de legenda: candidaturas majoritárias ao Senado e ao Governo abrem palanques amplos e expandem o tempo de televisão, projetando o número do partido para atrair votos essenciais que ajudam a eleger deputadas federais, estaduais e distritais.

• A safra das especialistas: inspiradas pelo trio do topo, centenas de candidatas proporcionais aplicam suas qualificações em propostas regionais sólidas. Elas transformam as bandeiras de escolas em tempo integral e do cinturão de segurança em leis viáveis para cada realidade local.

Essa engrenagem cria uma rede de solidariedade eleitoral que descentraliza o poder. A presença das pedetistas na majoritária garante os recursos, a visibilidade e a musculatura necessários para que esses quadros qualificados ocupem espaços de decisão. Elas representam a liderança feminina de hoje e de amanhã, prontas para assegurar políticas públicas diversas com garantias reais e definitivas contra o retrocesso.

 

A candidata a vice-governadora por Santa Catarina, Angela Albino, assume um papel central e de protagonismo em pautas sociais e de direitos humanos, indo além da posição tradicional de apoio na campanha

🗳️ O Dia Seguinte às urnas: as projeções para um Brasil em disputa

O resultado das urnas desenhará mais do que um novo mapa partidário no Congresso e nos estados; ele definirá a velocidade e a direção das políticas de gênero e dos direitos humanos na próxima década. O desempenho de Leila do Vôlei, Marília Arraes e Juliana Brizola ditará a força de resistência do campo progressista e trabalhista no cenário pós-eleitoral.

Caso as projeções se confirmem e as pedetistas conquistem suas cadeiras, o desenho de poder ganha contornos de contenção institucional:

• No Congresso Nacional: a reeleição de Leila do Vôlei e a chegada de Marília Arraes ao Senado criam um bloco de peso para barrar o avanço de pautas conservadoras e manter o orçamento de redes de proteção à mulher sob vigilância. Elas serão o contrapeso direto a uma bancada do PL que, inflada pela provável eleição de Michelle Bolsonaro, tentará pautar o debate nacional sob a ótica da moralidade tradicional.

• Nos Executivos Estaduais: No Sul do país, uma eventual vitória de Juliana Brizola no Rio Grande do Sul ou o peso estratégico de Angela Albino compondo o governo de Santa Catarina garantem que o legado das escolas em tempo integral, o combate rigoroso à miséria e as redes de amparo social permaneçam vivos no debate público da região, desafiando a hegemonia da direita militarizada e conservadora.

Por outro lado, o avanço das candidaturas de extrema-direita deixa um alerta claro: o discurso do retrocesso já não é apenas retórica de palanque, mas uma força eleitoral consolidada e altamente competitiva. A disputa voto a voto no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul prova que o eleitorado está rachado entre duas propostas inconciliáveis de país.

O destino dessas três lideranças do PDT não interessa apenas ao partido, mas a todas as brasileiras. Se o amanhã será marcado pela consolidação de direitos civis estruturais ou pelo retorno a visões de mundo que subjugam o papel feminino, a resposta está na resistência e na viabilidade nas urnas dessas mulheres que escolheram a política institucional como trincheira.

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Fonte: PDT Nacional

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