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Leila do Vôlei convoca lideranças femininas a tomarem os espaços de poder




Ascom senadora Leila do Vôlei
18/09/2026

Candidata a reeleição afirma que partidos precisam identificar novas lideranças femininas, capacitá-las e garantir condições reais para que disputem eleições

Embora sejam maioria da população e do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam menos de um quinto das cadeiras nos principais espaços legislativos do país. Para a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), mudar essa realidade exige não apenas incentivar mulheres a entrar na política, mas criar condições para que elas consigam disputar eleições em igualdade.

“Não falta mulher preparada. Temos mulheres liderando suas famílias, empresas, escolas, comunidades, hospitais e tantos outros espaços. O que precisamos é identificar essas lideranças, capacitá-las e, principalmente, dar condições para que possam disputar uma eleição de verdade. Não adianta procurar mulheres apenas na hora de montar uma nominata. Precisamos prepará-las para ocupar os espaços onde as decisões são tomadas”, defende Leila.

No Senado, são atualmente 15 mulheres entre 81 parlamentares, o equivalente a 18,5% da Casa. Na Câmara dos Deputados, a participação feminina também está pouco acima de 18%. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, apenas quatro das 24 cadeiras conquistadas em 2022 ficaram com mulheres.

A distância fica ainda mais evidente quando comparada ao eleitorado. As mulheres correspondem a 52,8% das pessoas aptas a votar nas eleições de outubro. “Historicamente, somos sub-representadas na política. Somos mais da metade da população, mas ainda ocupamos menos de 20% dos espaços onde muitas das decisões que afetam nossas vidas são tomadas. Precisamos ocupar muito mais que um quinto dessas vagas”, afirma.

Mais mulheres para mudar as prioridades

Para Leila, aumentar a presença feminina não é apenas uma questão numérica. É preciso garantir que as mulheres tenham espaço efetivo dentro dos partidos, acesso à formação política, estrutura de campanha e condições para construir candidaturas competitivas.

A senadora defende que esse trabalho seja permanente. Em vez de buscar candidatas apenas às vésperas das eleições para cumprir as exigências legais, os partidos precisam identificar mulheres que já exercem liderança em suas comunidades e áreas profissionais e ajudá-las a transformar essa atuação em representação política.

“Tem muita mulher fazendo política todos os dias sem perceber: cuidando da comunidade, brigando por uma escola melhor, defendendo a saúde, liderando uma associação ou buscando oportunidades para outras mulheres. Os partidos precisam chegar até elas e abrir as portas. Representatividade não pode existir só no papel”, destaca.

A própria atuação de Leila no Senado tem entre suas prioridades o enfrentamento à violência contra a mulher, a autonomia financeira feminina e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade. Entre as medidas que tiveram sua participação estão a Lei do Stalking, que transformou a perseguição em crime, e iniciativas para ampliar o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores de mulheres.

O mandato também apoiou 112 projetos sociais de qualificação profissional e geração de renda para mulheres e destinou recursos para construção de três Casas da Mulher Brasileira no DF.

“Quando uma mulher chega a um espaço de poder, ela leva junto experiências e problemas que durante muito tempo sequer chegavam à mesa onde as decisões eram tomadas. Não queremos ocupar esses lugares apenas para aparecer na fotografia. Queremos participar das decisões e ajudar a mudar a vida de outras mulheres”, afirma.

Representatividade ainda está entre as menores do mundo

O desafio brasileiro vai além do Distrito Federal. Segundo levantamento da União Interparlamentar (UIP) e da ONU, em 2025 o Brasil ocupava a 133ª posição no ranking mundial de participação feminina nos parlamentos nacionais e apresentava uma das menores taxas de representação feminina no Legislativo entre os países do G20.

Fonte: PDT Nacional

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