Por Bruno Ribeiro
18/04/2026
Lula e Lupi alertam que políticas norte-americanas gera escalada do extremismo
Líderes brasileiros condenaram, neste sábado (18), o avanço das políticas intervencionistas e armamentistas implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao longo dos últimos anos. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do PDT e vice-presidente da Internacional Socialista (IS), Carlos Lupi, participaram do fórum “Mobilização Progressista Global”, em Barcelona, na Espanha.
Ao criticar os gastos superiores a US$ 2,7 trilhões em armas e a falta de ampliação de incentivos para o combate à fome, Lula condenou as políticas intervencionistas e enfatizou a atuação dos poderes democráticos brasileiros contra o extremismo.
“Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. (…) Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite, sabe, com um Twitter de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, relatou.
“No meu Brasil, nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez. Mas este é um problema nosso, é um problema do povo brasileiro. Este a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”, completou.
Valorizando a atuação do primeiro-ministro da Espanha e da IS, Pedro Sánchez, que proibiu o uso de instalações militares locais por militares norte-americanos durante os ataques contra o Irã, Lupi disse que as forças democráticas globais precisam estar unidas e alinhadas para impedir que movimentos antidemocráticos prosperem nos continentes.
“A mobilização progressista, na Espanha, é um passo decisivo para que seja criada um esforço mundial em prol da defesa dos princípios democráticos e da autodeterminação dos povos. Não podemos aceitar que projetos de ditadores prosperem e coloquem o futuro das próximas gerações em risco. O momento exige responsabilidade e pleno comprometimento de todos”, disse.
Ao citar a aliança estratégica do PDT com o PT em estados decisivos para a reeleição do presidente, como o Rio Grande do Sul e Paraná, Lupi reforçou o compromisso do Trabalhismo de enfrentar e vencer a extrema direita.
“Em momentos históricos da política brasileira, os trabalhistas, como Leonel Brizola e João Goulart, mostraram compromisso democrático e espírito patriótico para enfrentar reincidentes atentados contra a nação. Hoje, seguimos com o mesmo engajamento para vencer mais uma vez o bolsonarismo e suas linhas auxiliares”, comentou.
“Os exemplos exitosos despontam nas chapas progressistas no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola, e no Paraná, com Requião Filho. O Brasil não pode mais voltar a caminhar em direção ao retrocesso. O povo sofreu muito com a perda de direitos no governo do ‘belzebu’, que está inelegível e preso para pagar pelos reiterados crimes que cometeu”, encerrou.
Fonte: PDT Nacional





