Wellington Penalva
12/03/2026
De José Augusto Ribeiro, O Brizola Desconhecido será base para atividades de debate político
O Centro de Memória Trabalhista (CMT), da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), recebeu exemplares do livro O Brizola Desconhecido, de José Augusto Ribeiro, e assumirá a tarefa de divulgar a obra e promovê-la em atividades de formação política em estados que ainda serão definidos.
Lançado em 2022, no contexto do centenário de Leonel Brizola, o livro integra o esforço de manter viva e ampliar a memória de uma das maiores referências do Trabalhismo brasileiro. A obra foi distribuída pela FLB-AP, e resgata aspectos da trajetória de Brizola que ajudam a compreender além da sua dimensão pública, alcançando o sentido histórico de sua luta em defesa da soberania nacional, da educação, da democracia e dos direitos do povo.
Segundo Henrique Matthiesen, coordenador nacional do CMT, a proposta é organizar momentos de formação e debate a partir da obra, ampliando seu alcance e estimulando a reflexão política em diferentes territórios. Ao assumir essa incumbência, o setor pedetista fortalece a tarefa de transformar memória em instrumento de formação, consciência crítica e compromisso com as lutas do presente.
“Receber esse livro e colocá-lo em circulação dentro das nossas ações de formação é uma forma concreta de fazer a memória cumprir seu papel político. O Brizola Desconhecido ajuda a apresentar, com mais profundidade, um Brizola que muita gente ainda não conhece plenamente. Nossa ideia é justamente essa: divulgar a obra, estimular a leitura e usá-la como ponto de partida para debates sobre a história do Trabalhismo, sobre o país que Brizola defendia e sobre a atualidade desse legado”, explicou o coordenador do CMT.
Em vez de apenas repetir o Brizola já cristalizado na superfície da história oficial, O Brizola Desconhecido procura iluminar um personagem político em sua densidade: o menino pobre, o dirigente moldado pela luta, o defensor radical da soberania nacional e uma liderança que, por décadas, foi injustamente retratada por adversários e por parte da grande imprensa. É nesse sentido que o “desconhecido” ganha força, como recuperação de um Brizola que o Brasil muitas vezes foi impedido de ver.
Em breve, o CMT divulgará os estados, locais e horários das atividades de formação política em torno da obra. Os interessados devem acompanhar os canais oficiais pedetistas, especialmente o do CMT, para mais informações sobre a programação.
Fonte: PDT Nacional





