Por Ramon Calixto/Jornalista e vice-presidente nacional do PDT Diversidade
02/02/2026
O PDT Diversidade de Minas Gerais promoveu, na última quinta-feira(29), uma live especial em celebração ao Dia da Visibilidade Trans. O encontro foi mediado pela jornalista Paloma Santos e contou com a participação de duas integrantes do PDT Diversidade de Minas Gerais: a professora Edna, de Uberlândia, e a ativista Samantha Picoli, de Juiz de Fora. A transmissão também teve a presença de Leonna Moriale, integrante da Executiva Nacional do PDT Diversidade.
Em um bate-papo descontraído, porém marcado por reflexões profundas, as participantes abordaram a visibilidade de mulheres e homens trans, compartilhando vivências, trajetórias pessoais e os desafios enfrentados ao longo de suas vidas.
A professora Edna destacou momentos marcantes de sua história, ressaltando o fato de ter sido a primeira professora trans de Uberlândia. Anos depois, consolidou-se também como empreendedora na área educacional, à frente de uma escola preparatória, reafirmando a educação como ferramenta essencial de transformação social.
Já a ativista Samantha Picoli relembrou episódios difíceis vividos no início de sua transição, incluindo o fato de ter sido expulsa de casa aos 17 anos. Apesar das adversidades, construiu uma trajetória de resistência e superação, seguindo carreira circense e, posteriormente, atuando como Agente Operacional na Casa Verde, serviço de acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade que atende, inclusive, a população trans. Na instituição, Samantha passou da condição de convivente à de funcionária, simbolizando um percurso de reconstrução, autonomia e dignidade.
Durante a live, Edna e Samantha destacaram a falta de empatia do Estado na garantia de políticas públicas efetivas voltadas à inclusão e à segurança da população trans, com ênfase na ausência de programas consistentes de inserção no mercado de trabalho.
Ao participar do encontro, Leonna Moriale apresentou dados recentes sobre a violência contra travestis e transexuais no Brasil. Ela alertou que Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking nacional de assassinatos, com o registro de oito mortes em 2025, reforçando a urgência de políticas públicas que assegurem proteção, dignidade e direitos à população trans.
A live reafirmou a importância da visibilidade, da escuta e do compromisso político com a vida e os direitos da população trans.
Fonte: PDT Nacional





