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Trabalhista o PDT faz em casa

Candidatos da Juventude Socialista levam o legado do trabalhismo às urnas em 2026

“Inundar o país de consciências esclarecidas.” A frase do líder Leonel Brizola traduz uma das marcas históricas da Juventude Socialista (JS): a formação política das novas gerações de trabalhistas. Esse legado atravessou décadas e chega às urnas em 2026 com veteranos e jovens formados no caldeirão efervescente da militância pedetista disputando espaços de representação em vários estados do país. Entre as principais candidaturas apresentadas, seis dos 11 nomes destacados são mulheres, que levam diferentes bandeiras e pautas do movimento.

Importante para formação de uma militância consciente acerca do papel do Trabalhismo no Brasil e para novos quadros preparados para ocupar os diferentes espaços na política, ao longo de sua história, a JS tem sido um celeiro de líderes pedetistas cuja trajetórias na vida pública reflete a experiência construída na militância.

O ex-ministro do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, Carlos Lupi, é uma das forjas mais bem-sucedidas dos celeiros da JS. Das trincheiras do movimento, o atual presidente nacional do PDT, foi secretário da Executiva Nacional, tesoureiro da Executiva Nacional e chegou ao Congresso Nacional como deputado federal eleito em 1990, cargo do qual se licenciou para assumir a Secretaria de Municipal de Transportes do Rio de Janeiro no Governo de Leonel Brizola.

Além de Lupi, outros membros da Executiva Nacional, que tem contribuído para o fortalecimento do PDT, tiveram sua formação política no movimento juvenil pedetista. André Menegotto, Coordenador Nacional da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) também faz parte do time, do qual também germinaram a candidata líder das pesquisas ao Governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, os candidatos à reeleição senador Weverton Rocha (MA) e o deputado federal André Figueiredo (CE), Brizola Neto e ex-secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro Everton Gomes.

Atual vice-presidente da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina (COPPPAL) e do Ecotrabalhismo, para Everton Gomes, o diferencial da JS, a qual ele presidiu por quase 10 anos, no total, é, justamente, o da preservação da tradição brizolista e trabalhista dentro do PDT.

“Os quadros da JS são forjados dentro do maior rigor ideológico. Na Juventude Socialista ele se forma brizolista. Então os ritos, as tradições, a forma de militar, tudo isso vai ser fruto do processo que ele vai aprender dentro da cultura do PDT”, afirma o pedetista, que também foi secretário Municipal de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro.

Candidaturas femininas são maioria em 2026

As candidaturas da JS nas eleições deste ano trazem um diferencial significativo : a maioria é composta por mulheres. São seis candidatas femininas e cinco masculinas, número que traduz outro referencial do movimento, o papel vanguardista do PDT.

Com diferentes realidades e trajetórias políticas, elas se somam à diversidade de todas as candidaturas, distribuídas pelo Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, todas com pautas que abarcam as demandas locais alinhas às bandeiras históricas do Trabalhismo e a ideologia do PDT.

“Nossos candidatos apresentam propostas conectadas às necessidades locais, mas sempre dentro de uma mesma perspectiva: construir um país com mais oportunidades, desenvolvimento e justiça social para a juventude”, afirma a presidente nacional da JS, Estephany Neves.

No Distrito Federal, a JS leva para a disputa uma candidatura que reúne juventude, educação e autonomia das mulheres. Gabrielly Santos, presidente do movimento na capital, é candidata a deputada distrital e defende iniciativas como o Aluguel Universitário, o Lidera Mulher e a revitalização de espaços públicos por meio do projeto Quadra Viva.

No Rio de Janeiro, a candidatura de Léo Lupi para deputado estadual se conecta à tradição trabalhista de defesa dos direitos sociais, da dignidade do trabalhador e da cultura popular. Entre suas principais bandeiras estão a assistência social, a cultura e o Carnaval, os direitos humanos, o transporte público e o trabalho com dignidade.

No berço político de Leonel Brizola, as candidaturas levam às urnas bandeiras históricas do trabalhismo, como justiça social, defesa dos trabalhadores e desenvolvimento com inclusão. Gabriela Ortiz, candidata a deputada pelo Rio Grande do Sul defende a preservação ambiental, a dignidade das mulheres e o combate à pobreza. Pedro Ribeiro, candidato a deputado federal pelo estado, tem como pautas o fim da escala 6×1, os direitos dos trabalhadores por aplicativo, a valorização do salário mínimo e a educação de base.

Em São Paulo, a JS apresenta candidaturas que colocam a educação pública, os direitos trabalhistas e o fortalecimento dos serviços públicos no centro do debate. Fernando Sirchia, candidato a deputado estadual, defende mais investimentos em educação, valorização dos professores e oportunidades para a juventude. Henrique Barros tem entre suas bandeiras a defesa dos trabalhadores, da educação e dos serviços públicos essenciais. Já Isadora Brizola apresenta propostas voltadas à educação pública, à valorização dos professores, à permanência estudantil e à garantia de direitos trabalhistas.

Já no Paraná, as candidaturas da JS levam adiante uma agenda de participação popular, direitos sociais, igualdade e oportunidades para a juventude, em sintonia com a tradição trabalhista. Jeane Islena, candidata a deputada estadual, destaca a participação da juventude, a educação e a cultura. Victoria Gallo apresenta uma campanha popular e feminista, com foco nos direitos das mulheres e no combate à violência de gênero. Laís Leão, candidata a deputada federal, reúne em seu plano propostas para meio ambiente, mobilidade, segurança, emprego e renda e gestão pública.

Em Santa Catarina, a JS aposta na educação, na cultura e na criação de oportunidades para uma nova geração, valores que também fazem parte da construção trabalhista de um país mais justo. Victoria Salgado, candidata a deputada estadual, apresenta uma agenda voltada à educação, à cultura e à ampliação de oportunidades para a juventude.

Mais do que representar uma nova geração de militantes, as candidaturas de 2026 colocam em evidência um dos desafios históricos da JS: transformar formação política em participação efetiva nos espaços de representação.

“A participação dos candidatos da JS nas eleições de 2026 representa, antes de tudo, que a renovação do PDT precisa sair do discurso e se transformar em prática. Renovar não é simplesmente colocar jovens nas estruturas do partido; é dar a eles espaço real para disputar eleições, construir propostas, assumir responsabilidades e ocupar espaços de decisão”, afirmou Estephany Neves.

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Fonte: PDT Nacional

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