Fernando dos Santos
Registro do lançamento que aconteceu ontem (25/3), na Câmara de Vereadores de Carazinho
Ascom Juliana Brizola
26/03/2026
Lançamento ocorreu nessa quarta (25), em Carazinho, e terá nova edição em Porto Alegre no sábado (28)
Uma entrevista rara concedida por Leonel Brizola em Carazinho, há 30 anos, deu origem ao livro “Leonel Brizola por ele mesmo”. A obra foi lançada nesta quarta-feira (25/3) no município gaúcho, onde Brizola nasceu e viveu parte da infância. No próximo sábado (28/3), o lançamento ocorrerá em Porto Alegre, às 16h30, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Quintana’s Bar.
Organizado por Juliana Brizola e Rejane Guerra, através da Editora Insular, o livro apresenta ao público um importante registro em que Brizola fala sobre a própria vida, sua formação, suas memórias de infância, suas dores, convicções e sua trajetória política — tudo a partir da sua própria voz.
A publicação nasce de uma entrevista concedida por Brizola em abril de 1996, na cidade de Carazinho, durante um encontro conduzido pelos entrevistadores Ney Eduardo Possapp d’Avila e Silvana Santos de Moura. O material, além de seu valor histórico, possui também um importante significado público: trata-se de um acervo que integra o Projeto Memória Carazinhense, iniciativa integralmente custeada com recursos públicos da Fundesc, com apoio institucional do Museu Olívio Otto, da Biblioteca Municipal Dr. Guilherme Schultz Filho e da Secretaria Municipal de Educação de Carazinho.
A história do livro começou quando Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola, recebeu das mãos de Romeu Barleze, ex-deputado pelo antigo PTB, um caderno amarelado com a transcrição da entrevista, datilografada em uma máquina manual de escrever. Barleze, conterrâneo e amigo de toda a vida de Brizola, entregou o material a Juliana, que o repassou à jornalista Rejane Guerra, dando início ao trabalho de organização da obra.
Mais do que um livro, a publicação representa um gesto concreto de preservação da memória, valorização da história política brasileira e, sobretudo, de democratização da informação. Todo o material que dá base à obra tem caráter público e está disponível para consulta, o que garante que a história de uma das maiores lideranças políticas do país não permaneça restrita a arquivos fechados ou acervos inacessíveis, mas possa circular entre leitores, estudantes, pesquisadores, jornalistas, historiadores e a comunidade em geral.
“O livro tem um valor afetivo, histórico e também público. Não se trata apenas de preservar a memória do meu avô, mas de garantir que sua voz, história e pensamento estejam acessíveis a todos. É um material que pertence à história do Rio Grande e do Brasil”, afirma Juliana Brizola.
Ao longo do livro, Brizola revisita passagens fundamentais da sua vida, desde a infância no interior gaúcho, a vida simples no campo e a morte do pai durante a Revolução de 1923, até a construção de sua consciência política e os caminhos que o levaram a se tornar uma das figuras mais emblemáticas da história nacional.
A força da obra está justamente no seu formato: em vez de uma biografia interpretada por terceiros, o livro permite que o leitor tenha contato direto com o próprio Brizola: suas palavras, sua visão de mundo, sua leitura do país e sua compreensão sobre temas como justiça social, democracia, educação e desenvolvimento.
Fonte: PDT Nacional





