{"id":1114,"date":"2026-05-03T22:43:53","date_gmt":"2026-05-04T01:43:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pdtrn.org.br\/?p=1114"},"modified":"2026-05-03T22:43:53","modified_gmt":"2026-05-04T01:43:53","slug":"daniel-munduruku-leva-ao-roda-viva-a-voz-indigena-que-o-brasil-precisa-ouvir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pdtrn.org.br\/?p=1114","title":{"rendered":"Daniel Munduruku leva ao Roda Viva a voz ind\u00edgena que o Brasil precisa ouvir"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>\t\t<!--insere creditos p fotos--><\/p>\n<p>\t\t<!--insere creditos p fotos--><\/p>\n<p>\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t<!--insere legenda p fotos - posicao definida para integra--><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<!--insere legenda p fotos - posicao definida para integra--><br \/>\n\t\t\t<!--alterei aqui inclusao de autor, fonte da materia e data aferida--><\/p>\n<p>\n\t\t\t\t<span class=\"fonte\"> <br \/>Wellington Penalva <br \/>03\/05\/2026<\/span>\n\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t<!--alterei aqui inclusao de autor, fonte da materia e data aferida--><\/p><\/div>\n<div>\n<h3><em>Vereador do PDT em Lorena e presidente nacional do Movimento Ind\u00edgena do partido defende educa\u00e7\u00e3o, cultura e pol\u00edtica como caminhos para o pa\u00eds reconhecer suas ra\u00edzes<\/em><\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Daniel Munduruku levou ao centro do Roda Viva uma defesa firme da presen\u00e7a ind\u00edgena nos espa\u00e7os p\u00fablicos, culturais e pol\u00edticos do Brasil. Escritor, professor, intelectual do povo Munduruku, vereador do PDT em Lorena (SP) e presidente nacional do Movimento Ind\u00edgena do partido, ele participou do programa da TV Cultura em uma edi\u00e7\u00e3o dedicada aos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Na entrevista, Daniel falou sobre literatura, educa\u00e7\u00e3o, identidade e pol\u00edtica institucional. Mas a ideia central foi uma s\u00f3: os povos ind\u00edgenas n\u00e3o pertencem ao passado. Est\u00e3o no presente, disputam o futuro e t\u00eam contribui\u00e7\u00e3o decisiva para que o pa\u00eds repense sua pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao comentar sua presen\u00e7a na Academia Paulista de Letras e em outros espa\u00e7os historicamente negados aos povos origin\u00e1rios, Daniel afirmou que essa ocupa\u00e7\u00e3o faz parte de um processo de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s tivemos ausentes desses espa\u00e7os, n\u00e3o por vontade nossa, n\u00e3o por incompet\u00eancia nossa, mas por uma narra\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria que nos excluiu dela o tempo todo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para ele, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 abriu um novo momento para os povos ind\u00edgenas no Brasil. A partir dali, foi poss\u00edvel mostrar ao pa\u00eds a compet\u00eancia acumulada por esses povos ao longo da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cOcupar esses espa\u00e7os [\u2026] faz com que a gente possa contribuir de uma forma muito mais qualificada para que o Brasil repense sua pr\u00f3pria identidade\u201d, declarou.<\/p>\n<p>A fala dialoga com a trajet\u00f3ria do PDT. Nos anos 1980, o partido levou M\u00e1rio Juruna, lideran\u00e7a Xavante, ao Congresso Nacional. Juruna rompeu o sil\u00eancio imposto aos povos origin\u00e1rios e marcou a pol\u00edtica brasileira ao cobrar, com seu gravador, as promessas n\u00e3o cumpridas pelas autoridades.<\/p>\n<p>D\u00e9cadas depois, Daniel Munduruku representa outra etapa dessa caminhada. Sua ferramenta central \u00e9 a palavra. A palavra escrita, falada, pedag\u00f3gica e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Literatura, educa\u00e7\u00e3o e pertencimento<\/strong><\/p>\n<p>Daniel n\u00e3o separa literatura e milit\u00e2ncia. No Roda Viva, afirmou que a escrita se tornou seu modo de preservar a mem\u00f3ria de seu povo e enfrentar os estere\u00f3tipos constru\u00eddos sobre os ind\u00edgenas no Brasil. \u201cEu considero que a literatura \u00e9 a minha forma de fazer pol\u00edtica. \u00c9 a minha forma de fazer resist\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Essa resist\u00eancia tamb\u00e9m aparece em sua trajet\u00f3ria pessoal. Daniel contou que, ainda crian\u00e7a, foi chamado de \u201c\u00edndio\u201d na escola como apelido. Aos poucos, percebeu que a palavra carregava uma nega\u00e7\u00e3o de sua identidade. Foi o av\u00f4 Apolin\u00e1rio quem o ajudou a reconstruir esse pertencimento \u201cEu n\u00e3o era o que elas diziam que eu era, eu era munduruku\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o, Daniel tratou da Lei 11.645\/08, que tornou obrigat\u00f3rio o ensino da hist\u00f3ria e da cultura afro-brasileira e ind\u00edgena nas escolas. Para ele, a medida rompeu, ainda que parcialmente, com a vers\u00e3o \u00fanica da hist\u00f3ria contada pelo colonizador.<\/p>\n<p>\u201cEle faz uma pequena revolu\u00e7\u00e3o, porque ele prop\u00f5e que essa mesma leitura linear, ela fa\u00e7a uma curva\u201d, declarou.<\/p>\n<p>A curva mencionada por Daniel \u00e9 a abertura da escola para outras narrativas. A hist\u00f3ria do Brasil, antes ensinada de forma colonial, passou a ter que incorporar tamb\u00e9m as experi\u00eancias dos povos negros e ind\u00edgenas. Ainda assim, ele reconheceu que a lei enfrenta limites.<\/p>\n<p>\u201cUma lei n\u00e3o resolve, porque n\u00f3s temos um racismo estrutural que vem delineando a nossa sociedade desde sempre\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Esse ponto tem for\u00e7a especial para o PDT. A educa\u00e7\u00e3o sempre foi uma das bases do Trabalhismo brasileiro. Com Brizola e Darcy Ribeiro, o partido defendeu uma escola p\u00fablica capaz de formar cidadania, identidade e emancipa\u00e7\u00e3o. A fala de Daniel atualiza essa tradi\u00e7\u00e3o ao mostrar que n\u00e3o h\u00e1 educa\u00e7\u00e3o libertadora sem a presen\u00e7a real dos povos origin\u00e1rios na narrativa nacional.<\/p>\n<p>Ao falar sobre pol\u00edtica institucional, Daniel lembrou que os povos ind\u00edgenas sempre fizeram pol\u00edtica. A novidade est\u00e1 na presen\u00e7a crescente desses povos nos espa\u00e7os formais do Estado, nos parlamentos, nos governos e nos partidos. \u201cPol\u00edticos sempre fomos\u201d, afirmou. \u201cE resistimos exatamente por sermos pol\u00edticos tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Como vereador do PDT em Lorena e presidente nacional do Movimento Ind\u00edgena do partido, Daniel atua em uma fase em que os povos origin\u00e1rios disputam n\u00e3o apenas o direito de existir, mas tamb\u00e9m o direito de formular projetos para o Brasil.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/pdt.org.br\/index.php\/daniel-munduruku-leva-ao-roda-viva-a-voz-indigena-que-o-brasil-precisa-ouvir\/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=daniel-munduruku-leva-ao-roda-viva-a-voz-indigena-que-o-brasil-precisa-ouvir\">PDT Nacional <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Wellington Penalva 03\/05\/2026 Vereador do PDT em Lorena e presidente nacional do Movimento Ind\u00edgena do partido defende educa\u00e7\u00e3o, cultura e pol\u00edtica como caminhos para o pa\u00eds reconhecer suas ra\u00edzes \u00a0 Daniel Munduruku levou ao centro do Roda Viva uma defesa firme da presen\u00e7a ind\u00edgena nos espa\u00e7os p\u00fablicos, culturais e pol\u00edticos do Brasil. 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